quarta-feira, 16 de julho de 2014

Caern alerta para os perigos da água de chuva lançada na rede de esgoto

Um dos grandes vilões para o bom funcionamento dos sistemas de esgotamento operado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) é a mistura indevida de água da chuva com o sistema de esgoto. A água da chuva possui galeria específica dessa água, com dimensionamento maior do que a rede de esgoto.

A ligação irregular de calhas com a rede coletora de esgotos pode causar transbordamento nos poços de visita – o local de acesso às tubulações da rede de esgoto – e, consequentemente refluxo de esgoto nos imóveis, tendo em vista a força e quantidade de água de chuva que entra na rede de esgoto. O proprietário do imóvel deve destinar a água da chuva para a rede de drenagem.

Além disso, é importante que ao construir um imóvel seja deixada uma área em que a água pluvial possa infiltrar naturalmente no solo. As algumas pessoas cimentam todo o quintal, eliminando a área permeável necessária para infiltração da água pluvial e improvisam um ralo, que é ligado à rede coletora de esgoto, para escoar a água.

CONSEQUÊNCIAS

A ligação irregular sobrecarrega as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), fazendo com que as bombas trabalhem acima do volume normal, acarretando a paralisação da operação, visto que as bombas, preparadas apenas para a quantidade de água do esgoto, não aguentam a vazão de água.

“A mistura de água da chuva com a rede da Caern também causa a descaracterização do esgoto projetado com uma carga orgânica, que foi tratada para um sistema biológico. Isso compromete a depuração do esgoto, pois acaba não havendo nutrientes suficientes para manter os micro-organismos responsáveis pela limpeza da água”, destaca o analista ambiental da Caern, Marcos Freire.

ACS Caern

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